segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Deserto

Hoje vi um filme sobre uma corrida no deserto. E talvez tenha sido o filme ou os pensamentos introspectivos, mas estou sentindo como se estivesse vivendo num deserto. Você tem esperanças que vai sair dele, tem planos na sua cabeça em o que fazer quando sair dele, até enxerga oásis dentro dele o que são pura miragem. A realidade é nua e crua, meus amigos. Você não vê nada porque não há nada. Nada além de areia. Até as suas próprias pegadas já foram apagadas pelo vento. Você mesma se pergunta como raios veio parar aqui e principalmente como sair desse deserto.
Hoje é assim que me sinto. Eu olho para um lado, olho para o outro e não vejo absolutamente nada. Tenho planos sim, mas por serem planos nem chegam a me animar. Oásis eu os vejo às vezes. Para ser honesta eu os crio. Mas conscientemente sei que não existem. E a realidade é ainda mais dura. REALIDADE. Se alguém me perguntasse o que existe de mais cruel nesse mundo eu diria essa palavra. Hoje em dia não há nada pior que ela. Parem e leiam os jornais. Assistam as notícias na TV ou mesmo vários blogs de informações. A realidade está ai para quem quiser enxergar. Tem gente que se pergunta: Por que tem pessoas que perdem seu tempo criando segundas vidas no mundo virtual? Por que hoje as pessoas conversam mais por meios de comunicação do que ao vivo, cara a cara, olhos nos olhos?
Eu mesma era uma dessas pessoas que se indagava e porque não dizer julgava. Hoje eu sei essa resposta meus amigos: MEDO. Segunda palavra mais ouvida no século XXI. E medo de quê? Da REALIDADE.
Criando uma segunda vida você pode ser quem você quiser. Mas a minha pergunta é a seguinte:
Se numa segunda vida eu posso ser quem eu quiser, porque eu não posso ser quem eu quiser na primeira? Porque nós, ao invés de apostarmos numa segunda vida, não arrumamos à primeira? Afinal ela é nossa. De mais ninguém. Por que não fazer o que quer na primeira e deixar a segunda vida pra lá?
Vamos nos machucar? Mas nós já estamos machucados com essa realidade. Afinal o que temos a perder se só temos um deserto na nossa frente?
Precisamos sair desse deserto. Muita gente vive nele, mas prefere fingir que não. Criaram oásis tão consistentes, ilusões tão reais, que não querem largá-las. Deles eu sinto pena.
Eu já fui uma dessas ano passado. Garanto que o tombo é muito maior quando se está em cima. E adivinha o que vemos pela frente quando levantamos do tombo? O deserto.
E como fazemos para sairmos desse grande deserto, que eu diria a maioria da população Terrena vive? Sinto informar meus amigos, mas só tem um jeito de sair: dando um passo de cada vez. Construindo cada pedaço, por mais insignificante que pareça, dos seus planos, dos seus sonhos. Eu não vou mentir. É difícil. Muito difícil resistir ao pensamento de fraqueza que os outros tentarão colocar em nossas cabeças e aos oásis ilusórios que aparecerão no caminho. Porém não tem jeito. Para sairmos precisamos andar um passo de cada vez. A vitória será demorada, mas certa e concreta porque sem pressa, não há como tropeçarmos no caminho. E quando finalmente sairmos dele o que vamos encontrar? Bem, aí cada um de nós sabe a sua resposta.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Deserto

Hoje vi um filme sobre uma corrida no deserto. E talvez tenha sido o filme ou os pensamentos introspectivos, mas estou sentindo como se estivesse vivendo num deserto. Você tem esperanças que vai sair dele, tem planos na sua cabeça em o que fazer quando sair dele, até enxerga oásis dentro dele o que são pura miragem. A realidade é nua e crua, meus amigos. Você não vê nada porque não há nada. Nada além de areia. Até as suas próprias pegadas já foram apagadas pelo vento. Você mesma se pergunta como raios veio parar aqui e principalmente como sair desse deserto.
Hoje é assim que me sinto. Eu olho para um lado, olho para o outro e não vejo absolutamente nada. Tenho planos sim, mas por serem planos nem chegam a me animar. Oásis eu os vejo às vezes. Para ser honesta eu os crio. Mas conscientemente sei que não existem. E a realidade é ainda mais dura. REALIDADE. Se alguém me perguntasse o que existe de mais cruel nesse mundo eu diria essa palavra. Hoje em dia não há nada pior que ela. Parem e leiam os jornais. Assistam as notícias na TV ou mesmo vários blogs de informações. A realidade está ai para quem quiser enxergar. Tem gente que se pergunta: Por que tem pessoas que perdem seu tempo criando segundas vidas no mundo virtual? Por que hoje as pessoas conversam mais por meios de comunicação do que ao vivo, cara a cara, olhos nos olhos?
Eu mesma era uma dessas pessoas que se indagava e porque não dizer julgava. Hoje eu sei essa resposta meus amigos: MEDO. Segunda palavra mais ouvida no século XXI. E medo de quê? Da REALIDADE.
Criando uma segunda vida você pode ser quem você quiser. Mas a minha pergunta é a seguinte:
Se numa segunda vida eu posso ser quem eu quiser, porque eu não posso ser quem eu quiser na primeira? Porque nós, ao invés de apostarmos numa segunda vida, não arrumamos à primeira? Afinal ela é nossa. De mais ninguém. Por que não fazer o que quer na primeira e deixar a segunda vida pra lá?
Vamos nos machucar? Mas nós já estamos machucados com essa realidade. Afinal o que temos a perder se só temos um deserto na nossa frente?
Precisamos sair desse deserto. Muita gente vive nele, mas prefere fingir que não. Criaram oásis tão consistentes, ilusões tão reais, que não querem largá-las. Deles eu sinto pena.
Eu já fui uma dessas ano passado. Garanto que o tombo é muito maior quando se está em cima. E adivinha o que vemos pela frente quando levantamos do tombo? O deserto.
E como fazemos para sairmos desse grande deserto, que eu diria a maioria da população Terrena vive? Sinto informar meus amigos, mas só tem um jeito de sair: dando um passo de cada vez. Construindo cada pedaço, por mais insignificante que pareça, dos seus planos, dos seus sonhos. Eu não vou mentir. É difícil. Muito difícil resistir ao pensamento de fraqueza que os outros tentarão colocar em nossas cabeças e aos oásis ilusórios que aparecerão no caminho. Porém não tem jeito. Para sairmos precisamos andar um passo de cada vez. A vitória será demorada, mas certa e concreta porque sem pressa, não há como tropeçarmos no caminho. E quando finalmente sairmos dele o que vamos encontrar? Bem, aí cada um de nós sabe a sua resposta.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Como Será?

Sabe que estou começando a achar que esse negócio de escrever sobre si mesmo e as coisas que te acontecem ajuda mesmo! Estou me sentindo bem melhor escrevendo.
Outra coisa que estou percebendo: esse ano não começou do jeito que eu queria. Aliás, até agora não mostrou muito bem sua formosura. Esses dias de celebração, para mim, foram quase como dias normais. Até dor de dente tive em pleno de Natal.
Mas o que está sendo mais difícil nesse ano novo, é fazer o que se colocou em plano no papel passado. Exemplo: não tomar mais refrigerante. Adoro coca. Não sempre, mas se abro a geladeira e ela olha para mim, é que nem homem bonito, impossível de resistir.
Outra coisa que está sendo difícil: reclamar menos e falar menos palavras de baixo calão. Principalmente porque o ano começou uma m...
Mas tudo bem. Outra resolução do ano foi ser mais positiva. Juro estou tentando. Todo dia penso nas coisas boas que quero fazer e que sei que vou, porque nessas resoluções não dependo de ninguém além de mim e de Deus.
Porém a mais difícil das resoluções eu ainda caio em tentação. A última, e a mais difícil de ser colocada em prática por mim é viver sem ilusão. Sem nenhuma ilusão. Exemplos: Sem pensar que aquele cara lindo que passa do outro lado da rua vai falar com você; que aquela paixão antiga finalmente esse ano vai se dar conta de que te ama e vai te ligar; que você vai ganhar na mega sena e finalmente ser o que você financeiramente merece: rica; que o príncipe encantado com um cavalo branco vai bater na sua porta.
Não me entendam mal meninas, moças em geral que possam estar lendo isso. Não quero acabar com a esperança de vocês, nem com a minha. Não estou dizendo que isso tudo não pode acontecer. Até a parte do cavalo, vai saber. Já vi tanto desses cavalos entre São Vicente e Praia Grande. Os pobres bichinhos devem ter um dono.
O que eu quero que vocês entendam é que isso tudo pode acontecer, mas a gente não precisa passar a vida imaginando quando e como isso vai acontecer. O melhor é não saber mesmo. Para que jogarmos fora o nosso tempo pensando que o cara lindo do outro lado da rua vai falar com a gente se ele está usufruindo o tempo dele em outra coisa? (porque ele pode até estar pensando em falar com você, mas acreditem homem nenhum, por mais apaixonado que esteja irá gastar mais de 5 minutos pensando em você.) E outro fato muito importante quando seu sonho se tornar realidade: nunca vai ser do jeito exato que imaginou. Então para que ficarmos gastando tempo pensando o que ele vai falar, e em que lugar vai ser. Isso é alimentar uma ilusão. São assim que as ilusões nascem. E aí quando o pobre coitado juntar finalmente coragem para vir falar com você e ele não disser as palavras que você por dias imaginou que ele diria, você vai dizer que ele é o próprio cavalo e não o príncipe. Colocando toda a culpa no rapaz, quando na verdade a culpa é sua que criou tanta expectativa em cima do simples ser humano que é obvio que ele não correspondeu,e nem poderia, as suas expectativas.
Por experiência própria: não vale a pena. Às vezes deixamos o príncipe passar só porque ele não falou ou agiu como nós pensávamos que um príncipe faria. E às vezes pode ser tarde demais para ele voltar, para ele querer voltar.
Então fica o recado para vocês e para o meu querido coração que às vezes gosta de insistir no erro. Passeiem. Arrumem o quarto. Trabalhem Façam trabalhos voluntários. Arrumem as unhas e o cabelo. Ações muito mais importantes para quando o príncipe chegar do que ficar pensando em quando e como ele irá aparecer.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Quem eu sou?

Quem sou eu? Pergunta que num primeiro momento parece fácil de responder, mas que se analisarmos com cuidado, é mais complexa do que parece.
Honestamente acho que ainda não sei responder quem eu sou. Mesmo já tendo passado quase 27 anos. Então vou começar escrevendo sobre QUEM EU NÃO SOU. Porque essa pergunta, essa eu já sei responder.
Eu não sou uma pessoa extrovertida, mesmo falando mais que a boca. Também não sou tímida. Talvez um pouco, simplesmente na minha.
Não sou muito altruísta, e talvez seja um pouco egoísta . Tentando aprender a ser mais um e menos o outro.
Não sou uma pessoa fria. Muita pelo contrario. Adoro expressar meus sentimentos. Demorei a aprender. Hoje sei dizer eu te amo sem vergonha. E eu amo muitas pessoas. Fui afortunada de ter tantas pessoas a minha volta que se preocupam comigo e eu com eles.
Então isso já diz que não sou pessoa de colecionar inimigos. Muito pelo contrário, tenho amigos, que talvez não sejam muitos, mas são amigos de verdade. Daqueles que vão estar ao meu lado para o que der e vier.
Ainda assim, não sou uma pessoa desavergonhada. Nem perante eles. Muito pelo contrario. Há coisas que ninguém precisa saber. Nem você que esta lendo.
E posso não ter inimigos, mas também não sou perfeita. Já errei. Bastante com algumas pessoas. Falei o que não queria falar, me expressei mal, tirei pessoas da minha vida que hoje me fazem falta. E o que dizer a elas, a não ser, por favor, desculpem os meus erros. E há alguns de vocês que me fazem muita falta. Muita falta mesmo.
Por isso não sou uma pessoa que saiba explicar a palavra saudade. Uma palavra inventada para explicar um sentimento inexplicável.
Sinto saudades das noites, na casa da minha vó, com seu café e bolinhos de banana. Sinto saudade de brincar de queimada e pega a pega na rua sem ter uma conta para pagar. Sinto saudades das minhas peripécias como adolescente para ver uma banda ou aquele menino que eu jurava era o amor da minha vida. Sinto saudade do intervalo da faculdade onde eu e minhas queridas amigas colocávamos a conversa e a risada em dia. Sinto saudade de um abraço que levei na minha casa e que sem eu saber, mudaria a minha vida. Sinto saudade de como a vida, nesses pequenos momentos, parecia tão linda e simples.
Agradeço a todos vocês que passaram e que ainda encontram-se na minha vida.
E respondendo a pergunta do título: Saber quem eu não sou, não faz eu saber quem eu serei, mas todas essas lembranças, todas essas pessoas, toda essa saudade me ajudam a criar quem eu sou e quem eu realmente quero ser.
E se você quiser fazer parte da minha história, seja bem vindo!