segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Insegurança

Temos comentado no blog sobre insegurança, mas sempre inclusa em outro assunto. Hoje resolvi falar somente da insegurança. Penso que não exista um ser humano na fase da Terra que não tenha sentido insegurança pelo menos uma vez na vida. E é horrível. Quando estamos inseguros, não temos paz. De certa forma estamos doentes. Uma doença que começa na sua mente, na sua imaginação. Na sua imaginação sim meus amigos porque provavelmente não há razão para que esteja inseguro. Provavelmente você está pensando que seu amado está lhe traindo quando ele ainda não está. Ou que com a crise com certeza será você o próximo desempregado, quando ainda não está. Escrevo a palavra ainda porque provavelmente irá mesmo acontecer. Não porque estou desejando isso, de forma alguma, ou que vocês estejam certos no exato momento. O problema é que quando nos tornamos inseguros, esquecemos de fazer a nossa parte e só nos concentramos no próprio medo. Esquecemos que para o relacionamento dar certo você deve cuidar-lo, alimentá-lo com amor para receber em troca amor e não com cobranças. Quem gosta de ficar com alguém que não confia na gente e se sentindo pressionado? Ninguém. É ai que seu amado pode vir a lhe trair. E seu emprego está firme e forte agora. Mas você com sua insegurança pode pensar “ah para que eu vou fazer isso, se vou ser demitido mesmo?”. Começa a não se esforçar mais, a não produzir como antes oferecendo, agora sim, razões para o seu chefe começar a pensar numa demissão. E é assim que a insegurança nos destrói. O medo foi feito para de alguma forma nos ajudar a preservar a vida. Mas às vezes não conseguimos dominá-lo.
Eu já passei por essas inseguranças e posso dizer que nenhuma valeu a pena. Se tiver que acontecer irá acontecer e não há nada que você possa fazer. Então para que se martirizar antes? Porém essa semana estou passando por uma insegurança antes não vivida. Essa semana fui roubada. E graças a Força Lá de Cima, não aconteceu nada de grave. Porém não vou ser hipócrita e dizer que tudo está bem. Não está. Eu não estou. Como andar na rua sozinha de novo? O que posso fazer, além de todas as precauções que já tomava, para não acontecer de novo? O que faço para me sentir segura de novo? Sei que no meu caso, como nos exemplos que sugeri antes, não há nada que eu possa fazer. Se tiver que acontecer irá e só posso ter fé e pedir que nada de mais grave aconteça. Mas o que sinto falta é da segurança, da paz mental. Porque hoje infelizmente isso é comum. A maioria das pessoas já passou por isso, mas e a paz que a gente tinha? E a segurança que pelo menos dentro da gente existia? O que fazer para não nos tornarmos paranóicos com o resto do mundo e nos trancafiar ainda mais como temos feito ultimamente? Ninguém olha mais ninguém na rua, ninguém mais pára para dar informações e cada vez mais nos distanciamos uns dos outros. Cada vez mais nos tornamos desconfiados. E onde isso nos levará? Essa resposta já é conhecida: em lugar nenhum. Como não nos tem levado nos últimos vinte anos.
O que mais escuto é reclamação de como a nossa sociedade está, no que ela se tornou, mas aí pergunto a vocês: Quem deixou a sociedade se tornar assim? Não fomos nós? Ao deixar de reclamar por nossos direitos, ou quando sabemos de algo errado e ficamos calados, ou quando cobram juros altos demais que nem deviam ser cobrados, ou mesmo quando votamos? Será que a sociedade brasileira ainda pensa que a política não tem nada a ver com o nosso dia a dia, como andar na rua às quinze horas da tarde e ser roubada?
Eu sei que vai passar essa minha insegurança. Como a de vocês também, seja porque vamos sofrer com outra coisa, seja com o tempo afinal o tempo cura tudo. Mas o tempo só cura tudo quando tomamos uma atitude de mudança. E há quantos anos nós jovens brasileiros não tomamos essa atitude? Eu ou mesmo você que está lendo, não podemos mudar nada sozinhos. Mas isso não nos impede de mostrar o nosso descontentamento. De mostrar como nós pensamos e não somos ignorantes o suficiente para não ver que há algo errado. Se cada um demonstrar isso, quando o brasileiro entender que são suas pequenas atitudes que mudam o país, é quando a nossa sociedade começará a ser mudada. E quem sabe para melhor.

domingo, 13 de setembro de 2009

Nada mais que a verdade?

Primeiramente eu gostaria de me desculpar pela demora em escrever novamente. Para ser sincera não sabia sobre o que escrever. Algumas pessoas chamam de inspiração, no caso a falta dela. Pode ser. Mas o que me fez pensar em escrever novamente não foi um acontecimento muito bom. Foi sobre o que a televisão se tornou ou como ela pode mostrar do que o ser humano pode ser capaz.
Estava eu, numa quinta-feira à noite, vendo TV e descansando, com as pernas para o ar e mudando de canal enquanto aguardava um famoso jornal de um canal de televisão. Acabei mudando para um programa que a pessoa ganha R$100.000,00 reais se falar nada mais que a verdade. Não sou de ver esses programas, porém o que me chamou a atenção no participante foi que ele era nascido na minha cidade, porém morava em São Paulo. Pensei em ver, pois de repente eu o conhecia ou alguém de sua família. Sim, queridos leitores, o participante leva convidados que neste caso era a mãe do rapaz de 21 anos, a irmã e uma amiga. Para começar o programa o entrevistador pergunta a mãe do rapaz se ela morava na minha cidade. Com a afirmação, ele perguntou se ela sabia o que o filho fazia na capital e ela respondeu “estuda e trabalha”. Em que ele trabalha, insiste o apresentador. Ela diz que não sabe. Meu primeiro pensamento, assim como a maioria de vocês foi pensar: Caramba, a mãe não sabe o que o próprio filho faz? Mas como até então nada mais que viesse do ser humano me surpreendia, relevei. Bom depois dessas apresentações começou o jogo. A primeira pergunta a qual ele teria que responder com a verdade para tentar ganhar cem mil reais foi a seguinte: “sua mãe sabe que você faz sexo por dinheiro?”. O rapaz respondeu não, para o espanto e choro da mãe, e a máquina confirmou que ele estava dizendo a verdade.
Não, caros leitores, vocês não entenderam errado e muito menos é um erro de digitação. O rapaz era garoto de programa e revelou de uma maneira fria e calculista a sua estimada mãe. Depois dessa revelação, o meu pensamento foi que seria armação, a mãe deveria saber. Mas se ela tinha conhecimento da profissão do filho, então o Brasil esta perdendo uma ótima atriz, pois essa mulher tremia o queixo de nervoso, tentando conter as lágrimas que teimavam em cair constantemente. Além dessa revelação, a mãe teve que se constranger ao ouvir o filho responder perguntas como “você já fez programas com famosos, você deixaria sua mãe assistir seu show de sexo explícito, seu traseiro ainda é virgem” e por ai foi.
Não gosto de julgar, aliás, quem sou eu para isso. Dessa vez, porém eu peço desculpas, mas não tenho como ficar indiferente. Por isso gostaria da ajuda de vocês para entender: Porque uma pessoa, que esconde um segredo desses, resolve contar num programa de televisão para todos, inclusive sua mãe, e ainda ganhar dinheiro em cima disso? Para que fazer uma mãe passar por esse constrangimento ao receber uma notícia dessas na TV? Uma das perguntas era “você gosta mais de dinheiro do que de mulher?” ele respondeu sim e a maquina aceitou como verdade. Eu diria que ele gosta mais de dinheiro do que da própria mãe para ter uma atitude dessas. Fiquei pensando o que essa mãe pode ter feito na infância dele para ele não ter nenhum respeito, afeição pela mulher que no mínimo lhe deu a vida.
E, na opinião de vocês, uma pessoa que tem uma atitude dessas, do que ela é capaz? Ela gosta realmente de alguém ou só mesmo do dinheiro? Perguntas que cada um de nós terá a sua própria resposta, mas a resposta desse rapaz provavelmente nunca saberemos.
Não estou julgando sua profissão. Penso que cada um vive da maneira que julga ser melhor e fazendo aquilo que gosta. Mas também não aceito a desculpa que o apresentador, ainda meio pasmo com as resposta e preocupado com a mãe, usou para explicar o porquê dessa vida: necessidade. Posso estar sendo intransigente, mas quem escolhe ser garoto/a de programa, ainda mais de luxo, pode ser por qualquer motivo menos necessidade. Há falta de emprego, porém várias pesquisas mostram que uma das áreas que mais necessita de mão de obra qualificada é construção civil. Trabalho braçal é o que não falta. Garanto uma coisa a vocês: dinheiro em academia ele não iria mais precisar gastar. Já que escolheu essa profissão então seja homem e assuma que está nela porque gosta e aí terá o meu respeito. Mas o ponto principal desse texto não é esse. O ponto principal é o quanto estamos longe de ter um relacionamento saudável, até mesmo com os nossos genitores.
Não sei quanto a vocês, mas esse programa me fez lembrar o quanto surpreendente o ser humano pode ser. Como cada um de nós tem um lado bom e outro que não nos orgulhamos tanto. O egoísmo ainda está dentro de todos, ou pelo menos da maioria, de nós. E enquanto nós tivermos atitudes tão surpreendentes ao ponto de admirar as pessoas mais próximas (como a própria mãe) ou a nós mesmos, eu terei temas suficientes para poder escrever.
Estou de volta!

domingo, 14 de junho de 2009

Mudança de cargo

Mulher sempre foi dramática. Até porque a vida da mulher era um drama. Sempre foi. A nossa história comprova. Nós éramos rejeitadas pelos nossos próprios pais quando nascíamos. Só interessavam filhos homens, pois eram esses que estudariam, ou no mínimo ajudariam no trabalho pesado para o sustento da casa. Para nós mulheres sobrariam os deveres da casa, analfabetas, quando muito aprendíamos o básico da gramática e a fazer contas, para não sermos passadas para trás quando fôssemos comprar suprimentos para casa.
Durante séculos isso aconteceu. Fomos criadas como frágeis e realmente acreditávamos nisso. Acreditávamos fielmente que não éramos capazes e que precisaríamos da chegada de um príncipe para nos resgatar. Até a Disney ajudou a colocar isso em nossas mentes. As princesas, pobrezinhas, sempre precisavam esperar por um príncipe, até para acordar.
Por outro lado, os homens foram criados para serem sempre fortes, ágeis, viris, tomar conta de tudo e de todos, incluindo nós, suas mães, suas irmãs, suas esposas e suas filhas. Ah e não esqueçam, colocaram em suas cabeças que eram eles que deviam mandar, e também arcar com as despesas da casa. Nunca vacilar, chorar então esqueça. Homem não tem sentimentos e se tivessem não eram, em hipótese nenhuma, para demonstrá-los em público, ou seja, a nenhum ser humano. E assim foi. Durante anos, séculos.
Contudo há sempre na história um momento de mudança. Com o passar do tempo apareceriam pessoas contra essas divisões de cargo, dependendo do sexo com o qual você nasceu, e veio o tão esperado século XX. Com suas guerras, protestos e o feminismo. A mulher precisou ir trabalhar fora, o homem teve que ceder e saber que ele sozinho não poderia mais arcar com as despesas e assim nós mulheres entramos no mercado de trabalho.
E ai vocês devem estar de se perguntando: Ticia hoje resolveu dar aula de história, nós já sabemos disso, mas o que é que isso tem a ver com o nosso dia a dia e os nossos problemas pessoais, amorosos? Eu digo meus caros amigos: tudo.
Por que hoje em dia se diz tanto que está mais difícil ter um relacionamento? Não só mantê-lo como achar a pessoa certa para nós? O problema está todo no passado e na inversão de cargo que estamos tendo. Hoje nós, homens e mulheres, estamos tentando provar que esses papéis que nos deram estavam errados. Por isso nós mulheres que hoje, além de trabalhar, cuidar de casa e de nós mesmas, percebemos o nosso valor, e não queremos nem saber de lavar cuecas para os menininhos ai. Já que eles são tão auto-suficientes que se virem. Outra coisa: nada de ceder. Cedemos durante séculos, agora é a vez deles. Por outro lado os homens cansaram de serem durões, poxa eles têm sentimentos, que durante séculos ficaram em segundo plano e por isso resolveram colocar todos para fora, de uma vez só: e foi aí que virou bagunça. Agora as mulheres são os homens de antigamente, durões, muitas vezes são as que sustentam a casa, e os homens os dramáticos, os sentimentalistas, os mal amados e abandonados.
Claro que estou exagerando um pouco e obviamente que há pessoas que pensam de maneira diferente. Quero deixar bem claro que não estou criticando essa mudança em nossa sociedade muito menos penso ser correta a maneira antiga onde nós mulheres nem tínhamos espaço de evolução, muito menos voz na sociedade enquanto sobrecarregavam-se os homens. O que apenas quero mostrar é que por mais de 500 anos era de um jeito e em menos de 100 está de outro. Mudanças acontecem, mas para elas serem enraizadas leva tempo. As mulheres conseguiram seu espaço no mercado do trabalho, ótimo. Tem muito ainda que melhorar, mas não é por isso que temos que perder o que tínhamos de melhor: a feminilidade, o charme, a sensualidade (que não é mostrar mais que 70% do corpo nu), a paciência. E os homens aprenderam a dividir suas posições de poder com as mulheres e de ter um contato maior com os seus sentimentos, mas não é por isso que vão colocar todos de uma vez para fora, não é mesmo? E por favor, não sejam dramáticos. Para ser dramático, tem que saber a dose certa, e na maioria das vezes, vocês não sabem. Acabam por extrapolar, ficam depressivos e nem conseguem sair da depressão.
Tudo tem o seu tempo e sua medida certa. Como diz a minha mãe, nada demais é bom. Nem comer demais, nem beber demais, nem trabalhar demais, nem ser dramático demais, nem ser sensual demais, nem amar demais. Tudo tem a sua medida. Ache a sua.





domingo, 24 de maio de 2009

Dependência

As pessoas costumam julgar as outras. Desdenhar de como as pessoas podem ser tão controladas, tão dependentes de algo ou alguém. O problema é que nós temos os olhos tão concentrados nas pessoas a nossa volta, que não conseguimos enxergar as nossas próprias dependências. Por mais autoconfiante que você seja, por mais perfeito que você ou sua vida possa parecer, todos nós temos inseguranças e com elas cria-se uma dependência.
A dependência pode ser de vários graus e de várias coisas: drogas, lícitas ou ilícitas, bebidas, cigarro ou até pessoas. Os graus que a dependência ocorre estabelecerão em que nível será a conseqüência dessa dependência, e quem será atingido com ela. Na maioria das vezes arrastamos alguém a sofrer conosco quando a dependência é num nível elevado. Às vezes, até num nível menor. Exemplo: se alguém, seja sua mãe ou uma auxiliar doméstica, limpa seu quarto, guarda suas coisas sabendo onde elas estão melhor do que você, lava suas roupas, incluindo roupas íntimas, eu diria que você é bastante dependente. Tanto quanto uma pessoa que fuma há no mínimo uns 20 anos. Mas não se sinta mal. A maioria da raça humana é dependente, principalmente de alguém. O problema é quando essa dependência vira uma doença.
Nessa última sexta-feira uma moça foi assassinada dentro de uma das faculdades pela qual passei. O ex-companheiro dela não se conformou com o término do relacionamento, após 11 anos e foi atrás dela para tentar reatar. Ele tinha acesso a faculdade, pois havia estudado lá anteriormente. Entrou, tentou conversar com ela, fazê-la perceber o quanto “ele não podia viver sem ela” (palavras dele). Porém após perceber que além de não existir a possibilidade de volta, ela mostrava desprezo por ele, pegou a tesoura que estava perto de uma das mesas e a feriu no pescoço, sendo mortal.
Sei que a postagem de hoje está parecendo mais reportagem da seção policial de um jornal, mas chamo a atenção de vocês a esse caso para lançar as seguintes perguntas: Quantas vezes mais vamos ter que ouvir uma notícia dessa até perceber que todo o nosso problema é interno? Que a maioria dos problemas da sociedade em que vivemos vem de dentro de cada um de nós? E como podemos mudar isso? Não sei se tenho a resposta para essa pergunta, mas sei que a solução não está em ficar comentando e julgando a dependência de ninguém, nem mesmo desse homem. A resposta está dentro de cada um de nós. Quando nós pararmos de correr tanto, para chegar sabe-se Deus onde, e descobrimos quem realmente somos, com nossa força e principalmente nossas fraquezas, e aprender a lidar com elas, ou até quem sabe eliminá-las, é que seremos e faremos os outros mais felizes.
Só quero que lembrem de uma coisa: há sim pessoas inesquecíveis, seja por ter nos feito algo ruim ou algo bom, mas o fato de não esquecermos essas pessoas não significa que não podemos viver sem elas. Apenas significa que em um certo ponto, por um certo período elas nos fizeram muito felizes ou nos fizeram aprender algo. E sem todas essas pessoas que passaram por nossa vida, que nos marcaram de alguma forma, não seríamos quem nós somos hoje. Mas nascemos sem elas e podemos continuar vivendo sem elas. Está na hora de aprendermos que o amor, acima de tudo é aprender a deixar em liberdade aquilo ou aquele que amamos.





domingo, 17 de maio de 2009

Diga-me porque mentes e eu te direi quem és

Todo mundo mente. Sei que isso é uma afirmação generalizada, mas é a pura verdade. Porém, para não desagradar ninguém com a minha generalização, vou mudá-la um pouco: Todo mundo já mentiu, mente ou irá mentir. Mentir costuma ter apenas desvantagens, pois ela tem perna curta, você perde a credibilidade e a confiança das pessoas para quem mentiu, mas ainda assim, todo mundo continua mentindo. Eu odeio mentira, mas não serei hipócrita a dizer que nunca menti, ou que não continuo mentindo. E ainda assim, não me considero uma mentirosa. Então cheguei a uma conclusão: para que alguém seja considerado realmente mentiroso você precisa verificar o grau da mentira contada e o quanto essa pessoa está acostumada a mentir. A maioria das pessoas mente por medo. Não venha me dizer que você é diferente, que você mente para não magoar os outros, como se sua mentira fosse uma caridade. Se não quer magoar alguém não faça a ação que machucará a pessoa, porque ai você não precisa mentir. Nós mentimos porque queremos fazer a determinada ação, mesmo sabendo que ela é errada, e temos medo de sermos pegos. Ou então mentimos quando uma pessoa pergunta algo que nós sabemos que a resposta não será de seu agrado. Então para que a pessoa não fique brava conosco e não precisarmos dar muita justificação, nós escolhemos mentir.
Adoro pegar alguém na mentira. Já reparou como a pessoa não consegue raciocinar e inventar outra mentira plausível para encobrir a que foi descoberta? Um ex-namorado meu costumava colocar a mão no bolso e abaixar um pouco a cabeça quando estava mentindo. Chegava a ser engraçado ele tentar fazer charminho pra encobrir suas safadezas.
Mas existem pessoas que tem pós-graduação em mentira. Esses, para mim, são os psicopatas. Eles vivem a mentira, eles acreditam no que inventam e é por isso que se torna tão real aos outros. Essas pessoas constroem a mentira, outra vida, outro personagem para viverem e acabam envolvendo as pessoas ao seu redor nesse jogo falso. Está achando um exagero? Está pensando que você não conhece ninguém assim? Pois observe mais a sua volta e veja se não está enganado. Eu, no mínimo, já conheci dois. Uma mulher e um homem. A mulher era uma menina na época. Estudava comigo e namorava um primo meu. Até então não desconfiávamos de nada. Até que ela começou a querer jogar meu primo contra mim e vice-versa. Eu e meu primo percebemos e conversamos seriamente. Depois disso descobrimos que ela era compulsiva na mentira, que estava num tratamento com psicólogo. O outro é um homem feito, que com o seu charme e seu conhecimento em como agradar uma mulher, sabe levar várias com a sua lábia. Antes que vocês se perguntem, não eu não fui uma delas, eu apenas o tenho como colega. Soube que a vida dele é uma mentira. Ele inventa tudo o que ele gostaria que estivesse acontecendo em sua vida, mas não está. Gosta de se sentir superior aos outros, gosta de ter as pessoas aos seus pés. Só que o seu problema é que ele não tem. As pessoas quando descobrem suas mentiras não ficam chateadas, depressivas, dependentes dele, como ele gostaria, elas ficam bravas, possessas da vida. É ele que é o depressivo, o dependente, o dominado pela família. Para não se sentir mal, tenta enganar os outros, mas no fundo só está enganando a si mesmo.
Já conversamos aqui no blog sobre as ilusões. Penso que elas necessárias, tanto quanto as pequenas mentiras, mas sem exageros. A realidade é muito dura. Se não tivermos o que sonhar, o que almejar, mesmo sendo um oásis distante, a vida fica muito mais difícil, sem sabor. Mas muito cuidado com o exagero. Não caia em armadilhas que você mesmo possa criar. O conselho que eu daria a esse colega, se ele não mentisse veementemente que esta tudo bem, é de que desabafar faz bem. Que ninguém precisa ser uma rocha, fingir que está tudo bem para si quando na verdade não está. Que o único que cai nessa mentira é ele mesmo e nada disso vale a pena. A vida é muito curta para ser desperdiçada assim e só traz sofrimento e inimizades.
E para você, que possa ser ou estar sendo vítima de alguém parecido, meu conselho é para ter cuidado. Nem tudo que reluz é ouro. Nem sempre a pessoa que diz exatamente o que você queria ouvir está sendo sincera. Pode ser apenas uma mentira de muitas já contadas.

domingo, 10 de maio de 2009

Julgamento Externo

Susan Boyle é a sensação do momento. E tem razão de ser. Uma mulher simples, com 47 anos, uma idade considerada ultrapassada, conseguiu com a sua voz e a sua história comover milhares de pessoas ao redor do mundo. Agora, e com todo direito devido, ela irá desfrutar de uma vida de sucesso e glamour. Mas gostaria que nós, eu e vocês, nos colocássemos no lugar de Susan por um momento. Não agora, quando ela está no auge, mas anteriormente a isso, quando ela era menosprezada e humilhada por todos, por simplesmente não ter o tipo de beleza que nos é imposta pela sociedade e nós como meros escravos acabamos aceitando. Ninguém deu uma chance a Susan antes. Algumas pessoas, anteriormente, a escutaram cantar e, mesmo se tiverem gostos musicais diferentes, mas não tiverem problemas de audição, consideraram tão fascinante quanto nós, 100 milhões de pessoas, que assistiram sua participação no programa pelo site youtube. E ainda assim, ouvindo a sua surpreendente voz, percebendo o talento escondido naquela mulher de roupas simples, porém simpática e risonha, não apostaram em seu talento por pensar que nós, meros escravos da beleza, não enxergaríamos mais que isso.
Não acredito que alguém que possa nascer com uma voz como aquela, voz de anjo, seja maquiavélica. Com uma alma linda e uma voz que transmite essa beleza Susan teve que enfrentar o desprezo. Não há nada pior que isso. Ser desprezado. Já se sentiu assim? Se não tente imaginar como seria. Se já, lembre-se de como sentiu. Agora você provavelmente deve ter vivido isso ocasionalmente. Imagine todo dia ao ponto de você não viver e sim se esconder. Esse era o caso de Susan.
Agora pergunto a vocês meus amigos, o que há de errado com a gente? O que há de errado com a nossa sociedade que coloca acima da bondade, acima da simpatia, acima do talento, a beleza externa? E para que? Se você se considera lindo, parabéns a você e a seus pais que com seus genes conseguiram fazer um bom trabalho. Porém já parou para pensar em como você vai viver a sua vida quando a beleza for embora? Porque queridos amigos, do mesmo jeito que nossa sociedade impõe o tipo de beleza, também impõe o quanto ela pode durar. E vamos ser honestos, como o tempo é avassalador. Você é um cara com o corpo sarado? Vai à academia todo dia? Parabéns a você. Mas sinto informar que um dia tudo isso cairá. Não culpe a mim. Culpe a gravidade. Mesma informação vale para a mocinha com o bumbum e o peito nos seus devidos lugares. E se está pensando em colocar algo falso, só cuidado com o exagero e não chegue perto de nada pontiagudo. Mas enfim, o tempo não tem piedade e quando você menos esperar, a sua beleza externa já foi embora. E se você coloca sua beleza externa e a dos outros em primeiro lugar o que fará depois? Porque você será menosprezado do mesmo jeito que Susan foi à vida inteira. Só que, dessa vez por te considerarem velho, ultrapassado. Todos nós viemos e iremos para o mesmo lugar. Porque não aceitamos isso? Porque não dar chance a alguém só porque essa pessoa não tem essa beleza do "tudo no lugar"? (E vamos combinar que ninguém tem, pelo menos não sem um photoshop).
Quero que façam um teste. Ao andar na rua, no seu trabalho ou mesmo no seu convívio com amigos reparem nas pessoas. Repare nos seus julgamentos e em como elas julgam vocês. Perceba qual é o sentimento que aparece quando alguém faz isso a você. E qual é o sentimento que aparece quando você faz isso a alguém.
Há uns anos atrás, tinha uma colega que era professora de Artes na rede pública de Santos. Para combater o bullying, que sempre aconteceu e espero que um dia acabe, a escola adotou uma prática bem interessante. Espalhou cartazes com frases sobre esse tipo de comportamento. Um era sobre os considerados nerds. E a frase era a seguinte: "Cuidado com a atitude que tiver com um nerd hoje. Ele poderá ser seu chefe amanhã." Alerto vocês da mesma forma. Como diria um amigo meu, a vida dá voltas...Graças a Deus.

domingo, 3 de maio de 2009

A Primeira Vez a Gente Nunca Esquece (pelo menos a crônica)

Seu eu disser que nenhuma "primeira vez" é esquecida eu estarei sendo cínica. Pois, não sei quanto a vocês, mas algumas eu realmente não me recordo. Não com detalhes pelo menos. Contudo há algumas que guardamos com carinho. E uma delas para mim, que neste momento de minha vida a memória resolveu tira-la do baú, foi a minha primeira crônica.
Foi na faculdade de Pedagogia, em 2007, quando a professora de Leitura e Produção de Texto, pediu que nós escrevessemos uma crônica. Não sei quanto aos meus colegas de classe porém eu adorei. Aliás foi o único semestre daquela faculdade que realmente foi bom, mas isso é outra história. Então resolvi postar aqui, pois tem muito sobre o comportamento humano. E a história que me inspirou a escrevê-la é verdadeira e eu fui testemunha do ocorrido enquanto não tinha idéia nenhuma para a crônica. Por isso, pela primeira vez, publicamente agradeço ao homem que totalmente perdeu a noção da razão mas entregou-me nas mãos uma ótima história.
O nome da crônica é : Descontrole
Outro dia, ao sair de um mercado, ouvi o barulho de carro. Ao olhar para trás, qual foi a minha surpresa, e a de todos os curiosos de plantão, ao perceber que entre os personagens da história, havia apenas um carro...e um poste. Para sair do estacionamento do mercado, o motorista precisava manobrar seu carro para o lado, já que o poste se encontrava bem em sua direção. Porém ele não conseguiu e bateu levemente no poste. Tentou mais uma vez, e conseguiu apenas a segunda amassada. Impaciente e irritado, o motorista não pensou duas vezes: sem o menor cuidado, deu ré e propositalmente bateu no poste com toda a força conseguindo, então, sair do estacionamento.
Ultimamente, temos nos descontrolado com facilidade. Perdemos a razão por pequenas coisas, como um esbarrão ou até um olhar atravessado que alguém possa nos dar. A última moda é ser impaciente consigo mesmo. "Perdeu a chave? Tropeçou? Bateu o carro? Seu incompetente! Não sabe fazer nada!" É o que dizemos em frente ao espelho.
Aprender a relaxar, é um desafio. Por isso, a razão de existirem tantas terapias, tantas tentativas de solução. Acabamos procurando soluções nessas alternativas porque desconhecemos, ou não sabemos como chegar na verdadeira solução, que se encontra no mesmo lugar do problema...dentro de cada um de nós.

domingo, 26 de abril de 2009

Somos Apenas Mortais

Essa semana eu tive uma notícia ruim. Uma tia minha está doente e nessa semana foi internada. Não sabemos ainda a situação real dela, e hoje, antes do jogo da final do paulista, fui visitá-la. Confesso que fiquei impressionada. Meu primeiro pensamento foi de que nós seres humanos não somos nada. Olhe para o seu corpo nesse instante. Esse seu companheiro ai de anos passados e de anos a vir tem seus dias contados meu amigo. Não sabemos como nem quando será, mas a única certeza é que você sendo pobre, ou rico, simples ou extravagante, egoísta ou altruísta, todos temos o mesmo destino.
Pensando nisso fiquei me lembrando das vezes que passei meu tempo com essa minha tia. Quando eu e o filho dela éramos crianças costumávamos, todos nós, meus pais, eu, ele, meus tios, sairmos juntos. Passeávamos em restaurantes, praias, parques, ou mesmo um na casa do outro. Lembro de uma certa vez quando ainda existiam os parques de diversões na praia de Santos, que minha tia e minha mãe insistiram que nós tínhamos que andar num brinquedo chamado “bailarina”, pois pelo nome deveria ser bem tranqüilo. Só que eu e meu primo já tínhamos passado por esse brinquedo antes e sabíamos que a tal da “bailarina” virava uma “roqueira” de primeira. Mas foi como se falássemos com a parede. Então fomos eu e minha mãe, meu primo e minha tia. Não preciso nem contar no que deu né? Nunca vi minha mãe e minha tia gritarem tanto. Eu olhava para o chão e meu pai e meu tio só faltavam se urinar nas calças de tanto dar risada. A presilha do cabelo da minha tia voou e meu tio lá embaixo conseguiu acha-la na areia. A nossa sorte é que tínhamos combinado de ir primeiro no parque e depois numa pizzaria. Imaginem se tivéssemos feito ao contrário.
Voltando do hospital me deu essa nostalgia. Essa saudade de quando era criança e tudo era simples e bonito. Minha tia saudável e até então para mim imortal. Porque temos isso em nossa mente quando crianças. Que as pessoas que nós amamos são imortais. Só depois de uma certa idade é que percebemos que não são. Ninguém é. O que é imortal é o sentimento. Não importa o que aconteça, não importa onde a pessoa esteja.
Não sei o que o destino nos reserva, só sei que aconteça o que acontecer o que a minha tia pode dizer é que é muito amada. Muita amada pelo marido, de uma forma que me faz imaginar se algum homem ainda é assim, amada pelo filho, que confesso que na minha opinião tem uma forma estranha de mostrar, e amada por nós, eu, minha mãe e meu pai. Amigos, com um enorme carinho por aquela pessoa de risada solta, com mente aberta, que já enfrentou muita coisa e conseguirá sair dessa também. Para você, minha tia emprestada, mas muito querida, aconteça o que acontecer, onde eu ou a senhora estivermos, saiba que do meu coração você nunca saiu e nunca sairá. Disso podemos ter certeza. Melhoras. Beijos.

domingo, 29 de março de 2009

Reforma

Primeiramente quero me desculpar pelo longo tempo em que deixei de escrever no blog. Num primeiro instante foi falta de inspiração, já num segundo foi falta de tempo mesmo.
Estou passando por uma reforma em casa. Quem já passou por ela, nesse momento já deve entender minha situação. Para quem não passou um conselho, evite-a ao máximo com você dentro de casa. Mudando as coisas de lugar, de um lado para o outro, comecei a pensar o quanto uma reforma é difícil. Você deve tirar tudo dos lugares ao qual você escolheu para guardar suas coisas, colocar tudo meio bagunçado por uns tempos, se acostumar com aquela situação, com aquele ou aqueles indivíduos profissionais dando palpite nas suas coisas, na sua casa, até que chegue o momento de colocar tudo de volta nos devidos lugares, para enfim começar uma vida nova, com tudo num lugar provavelmente renovado e diferente.
Assim também é a reforma interna pela qual nós passamos. Chega um ponto que por mais que fingirmos não precisar sabemos que ela é inevitável. É muito difícil, porém necessária. A boa notícia é que essa é a pior parte. Admitir que é preciso mudar algo em seu jeito de ser. Daí para frente é tomar cuidados com as recaídas. Sim, elas existirão e não você não deve desistir. Nós seres humanos temos muitos hábitos, muitos costumes e vícios (lícitos ou ilícitos). Não necessariamente é sua filosofia de vida, porém você acostumou a usá-los, a fazê-los e são eles que vão ajudar a montar a sua personalidade, principalmente na visão e na comunicação com outros.
Depois que decidiu que precisa mudar, passar pela reforma, você precisará de ajuda profissional. Numa reforma em casa, de um pedreiro, pintor, encanador, etc. Numa reforma em você livros, ou os próprios psicólogos e terapeutas. Você não é louco? Não gosta de livro de auto ajuda? Consegue fazer sozinho? Se a resposta for sim a última pergunta, tenho duas indagações a você: Se consegue mudar sozinho porque ainda não o fez? E quando você reforma a sua casa, você não contrata ninguém e faz o serviço braçal sozinho? Seja qual for a reforma precisamos sim de ajuda e admitir isso só é mais um passo ao caminho certo.
Depois de ter admitido o mal necessário, de inteiramente passar pelo furacão que atormentou sua vida, com tudo no lugar errado e com pessoas estranhas dando palpite em coisas íntimas, o aguardado fim da reforma chegou. Tudo volta aos seus devidos lugares, o que não é mais necessário é jogado fora e a vida continua ainda mais bela do que antes. Certo? De uma certa maneira sim. Mas não deixe a empolgação fazer você esquecer de uma coisa: Qualquer reforma precisa de manutenção. Se não cuidar, perde. Tudo volta a ser como era antes, talvez ainda pior. Tenha cautela, cuide de suas coisas, de seus pensamentos... o aperfeiçoamento deve ser constante para não precisarmos no futuro de uma reforma geral.
Até a próxima reforma rs!

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Parcela de Culpa

Quero continuar um pouco a escrever sobre o tal medo de errar que todos nós temos. Todos sim, inclusive você. Reflita um pouco sobre sua vida. Provavelmente você teve vários momentos que por alguns minutos ou horas parou para pensar na decisão que precisava tomar. Ou na ação que precisava fazer. Por mais simples que fosse. E porque você parou? Porque não queria errar. Colocaram na nossa cabeça tão veementemente que temos que ser perfeitos, que cada passo que dermos tem que ser minuciosamente planejado.
Vejo pelos meus alunos. Uns tremem quando tocam teclado perto de mim, mesmo eles admitindo que tenho paciência e nunca fui de brigar, ao contrario, digo que errar é humano e que simplesmente temos que consertar. Aliás, é uma das coisas que aprendemos com a musica e podemos passar para nossas vidas. Quando você está tocando, seja o instrumento que for, você não pode parar se errar. Senão a banda toda vai perder o compasso, todo mundo vai saber que você errou simplesmente por parar. Aconselho meus alunos a continuarem como se nada tivesse acontecido. Ninguém vai saber que erraram. Apenas eu e eles. E se continuarem, tudo acaba bem no final. Temos que errar, ter consciência disso e esquecer o erro. Mas a maioria, no começo, tem dificuldade de fazer isso. São tão ligados a serem perfeitos, que mostram fisicamente até, através de caretas, que erraram enquanto tocavam. Ou então simplesmente param por não aceitarem seus erros. E quem disse que se você parar vai arrumar o que errou antes? A tendência é o nervosismo tomar conta de você e você errar novamente no mesmo lugar. Há pessoas que chegam ao ponto de desistir de tocar um instrumento porque ao invés de estar ajudando a relaxar, a música está é ajudando a estressá-lo. Costumo dizer no primeiro dia de aula, que até para errar a gente precisa treinar. E é bem por ai. Na vida também. Quando erramos ficamos sem direção por algum tempo. Não nos perdoamos facilmente. Exatamente como não costumamos perdoar quem erra com a gente. E falando sobre esses dois erros chego ao ponto que queria quando coloquei o título desse texto.
Há pessoas que de tanto não aceitarem os seus erros, quando a vida já começa a cobra-lo os erros cometidos no passado, começam a fazer o que qualquer pessoa com o mínimo de orgulho faria: culpar os outros. A sua vida profissional não está do jeito que você gostaria? Culpa do seu chefe, ou do colega invejoso, ou da vida mesmo que não te deu mais oportunidade de crescer. Seu relacionamento amoroso vai mal? Culpa é do parceiro ou parceira que não entende você direito, ou faz a lista de defeitos que a pessoa tem e por isso você não agüenta. E quando você troca de parceiro ou parceira e o problema continua, a culpa é de todos, eles ou elas, porque você simplesmente não encontrou a pessoa ideal. Você brigou com o seu irmão, seu pai, sua mãe ou qualquer membro da família? A culpa é de quem? Deles que nunca te entendem, ou porque são sempre tão intransigentes.
O que devemos analisar é que primeiro: TODOS temos parcela de culpa em TUDO o que acontece em nossas vidas. Sejam coisas boas ou ruins. Quanto mais rápido conseguirmos admitir que não somos perfeitos e nem devemos ser, mais rápido solucionamos o problema. Nossa obrigação é sempre melhorar. Sempre ir em frente. Sempre evoluir. O quanto não importa. Segundo: De quem é a culpa pouco importa quando se tem um problema. Para que jogar nos outros um peso que nós mesmos não conseguimos carregar? O peso da culpa?
Aceitemos que todos temos parcela de culpa e que todos erramos sim, porque estamos aprendendo. Só vamos ter cuidado e auxiliarmos uns aos outros, para não persistirmos sempre no mesmo erro.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Saber Quando Desisitir

Desde nossa infância nos é colocado como a palavra desistir faz apenas parte do vocabulário de uma pessoa perdedora. Fazem-nos acreditar que se nunca desistirmos do que sonhamos, se batalharmos passando por cima de nossas forças já limitadas, que chegaremos ao tal sonho esperado. Será? Será mesmo que desistir é a decisão de um perdedor? Ou de um sábio?
Devemos saber quando desistir. Não é fácil. Talvez seja mais difícil do que continuar tentando passar por cima de nossas forças. Porque o desistir requer mudança. Requer deixar um pensamento, uma idéia, um sonho, um alguém para trás. Às vezes era aquele sonho, aquela determinação, aquela esperança que te fazia acordar e encontrar forças para mais um dia de batalha. E como saber que a hora de desistir chegou?
Sinto informar, mas eu não faço a mínima idéia. Porém talvez isso faça sentindo. Há uma musica da Madonna chamada “The Power of Goodbye” (o poder do adeus), que diz na sua letra que “a dor é um aviso que há algo errado”. Talvez quando essa determinação não traga mais nada além de dor, seja hora de desistir. Admitir que talvez não fosse para ser do jeito que você imaginou que seria. Admitir que se estava errado. E qual é o problema disso? Por que temos uma aversão pavorosa de errar se somos humanos imperfeitos? Devemos errar e arrumar o que está errado. Esse é o objetivo da vida. Devemos ter sonhos e esperanças que nos tragam algo a mais do que realização pessoal. Quantas vezes insistimos, batemos o pé com a vida que queremos tal coisa e quando finalmente conseguimos percebemos que não era bem como imaginávamos. E aí vem aquele vazio, o mesmo vazio de quando desistimos de um sonho e não temos razão para acordar no dia seguinte com uma diferença: quando desistimos de algo que já estava nos fazendo sofrer mais do que outra coisa, até temos o tal vazio, mas também sentimos paz. E meus amigos, paz de espírito só se sente à falta quando a perdemos.
Há três ditados populares que podem nos ajudar a decidir se devemos desistir de uma determinada coisa ou não. O primeiro: “água mole pedra dura tanto bate até que fura” – acreditem conheço gente que consegue as coisas assim. O segundo: “cuidado com o que você deseja porque você pode conseguir” – acho que essa experiência todo mundo já provou ou irá provar. E finalmente o terceiro: “Nadou, nadou, nadou e morreu na praia”. Não direi qual desses ditados, em minha opinião, é o mais correto. Acho que os três tem a sua validade. Depende do sonho e da pessoa que está sonhando.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Confiança

Eu sou uma pessoa espiritualista. Acredito em Deus e tenho fé. Porém não vou escrever sobre o que acredito ou não, mas sim sobre as pessoas. Sobre ter ou não confiança nas pessoas. Eu sempre tive fé nas pessoas. Minha mãe costumava dizer que minha principal virtude e meu pior defeito era ter um bom coração. Que as pessoas abusavam disso. E eu sempre pensei que a pessoa mesmo tendo vacilado, seja comigo ou com outra pessoa, merecia sim uma outra chance. Por muito tempo acreditei nisso. Por muito tempo acreditei nas pessoas. Confesso que não sei se acredito mais. Ou melhor, talvez eu até acredite e dê uma chance, mas não com o mesmo calor, com a mesma paixão, com a mesma esperança de sempre. É como se desse a chance sabendo que o fracasso virá. Talvez eu tenha amadurecido. Talvez eu tenha cansado de ver tanta coisa trágica por ai. Às vezes nem me sinto ser humano. Sinto-me na espécie errada de tanta barbaridade que eu vejo. E às vezes até me pergunto que raios estou fazendo aqui. Num mundo que nem esse. Cansei de dar chances ao ser humano e não receber nada. E sinto muito, não sou perfeita para doar incondicionalmente.
Até ontem minha fé estava abalada. Porque ontem um homem me deu uma chance. Confiou em mim sem praticamente me conhecer.
Preciso fazer uma placa no local onde trabalho porque a minha, a ventania dos últimos dias levou. Fiz um acordo com uma senhora que dá aulas de pintura no mesmo local que eu para fazermos a placa juntas e sair mais barato. Estávamos vendo o lugar onde colocaríamos a placa e conversando sobre o preço com ele. Ele nos explicou que precisaria da metade do dinheiro de entrada e a outra metade seria entregue quando ele colocasse a placa. Até ai tudo bem. O problema era que eu não estaria lá essa semana para entregar o dinheiro de entrada. E sem pestanejar, esse homem disse que não havia problema. Que eu podia entregar o dinheiro todo no final. E ai ele disse à frase que me marcou: “Nós precisamos confiar nas pessoas, não é mesmo?”. E ele tem razão. Eu sei que eu vou pagar, eu sei que sou merecedora da confiança dele, mas ele não tem certeza disso. Eu poderia ser sacana, como já vi muita gente ser e faze-lo gastar material e dizer que não queria mais a placa.
E aqui também vai um lembrete a uma amiga minha. Ela costuma dizer que por eu ser politicamente correta e querer ajudar todo mundo, só recebo ingratidão como resposta. Disse a ela, na época que recebi a ingratidão, que a pessoa até poderia não me dar nada em troca, mas Deus estava vendo. E tudo o que vai volta. E que muitas vezes eu fui ajudada por pessoas que mal me conheciam. Porque eu tinha saldo positivo com o cara lá de cima. E assim foi dessa vez.
Como disse no começo do meu desabafo, eu sou espiritualista, acredito em Deus e tenho fé que as coisas vão melhorar. Porque ainda há pessoas no mundo que merecem uma segunda chance.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Deserto

Hoje vi um filme sobre uma corrida no deserto. E talvez tenha sido o filme ou os pensamentos introspectivos, mas estou sentindo como se estivesse vivendo num deserto. Você tem esperanças que vai sair dele, tem planos na sua cabeça em o que fazer quando sair dele, até enxerga oásis dentro dele o que são pura miragem. A realidade é nua e crua, meus amigos. Você não vê nada porque não há nada. Nada além de areia. Até as suas próprias pegadas já foram apagadas pelo vento. Você mesma se pergunta como raios veio parar aqui e principalmente como sair desse deserto.
Hoje é assim que me sinto. Eu olho para um lado, olho para o outro e não vejo absolutamente nada. Tenho planos sim, mas por serem planos nem chegam a me animar. Oásis eu os vejo às vezes. Para ser honesta eu os crio. Mas conscientemente sei que não existem. E a realidade é ainda mais dura. REALIDADE. Se alguém me perguntasse o que existe de mais cruel nesse mundo eu diria essa palavra. Hoje em dia não há nada pior que ela. Parem e leiam os jornais. Assistam as notícias na TV ou mesmo vários blogs de informações. A realidade está ai para quem quiser enxergar. Tem gente que se pergunta: Por que tem pessoas que perdem seu tempo criando segundas vidas no mundo virtual? Por que hoje as pessoas conversam mais por meios de comunicação do que ao vivo, cara a cara, olhos nos olhos?
Eu mesma era uma dessas pessoas que se indagava e porque não dizer julgava. Hoje eu sei essa resposta meus amigos: MEDO. Segunda palavra mais ouvida no século XXI. E medo de quê? Da REALIDADE.
Criando uma segunda vida você pode ser quem você quiser. Mas a minha pergunta é a seguinte:
Se numa segunda vida eu posso ser quem eu quiser, porque eu não posso ser quem eu quiser na primeira? Porque nós, ao invés de apostarmos numa segunda vida, não arrumamos à primeira? Afinal ela é nossa. De mais ninguém. Por que não fazer o que quer na primeira e deixar a segunda vida pra lá?
Vamos nos machucar? Mas nós já estamos machucados com essa realidade. Afinal o que temos a perder se só temos um deserto na nossa frente?
Precisamos sair desse deserto. Muita gente vive nele, mas prefere fingir que não. Criaram oásis tão consistentes, ilusões tão reais, que não querem largá-las. Deles eu sinto pena.
Eu já fui uma dessas ano passado. Garanto que o tombo é muito maior quando se está em cima. E adivinha o que vemos pela frente quando levantamos do tombo? O deserto.
E como fazemos para sairmos desse grande deserto, que eu diria a maioria da população Terrena vive? Sinto informar meus amigos, mas só tem um jeito de sair: dando um passo de cada vez. Construindo cada pedaço, por mais insignificante que pareça, dos seus planos, dos seus sonhos. Eu não vou mentir. É difícil. Muito difícil resistir ao pensamento de fraqueza que os outros tentarão colocar em nossas cabeças e aos oásis ilusórios que aparecerão no caminho. Porém não tem jeito. Para sairmos precisamos andar um passo de cada vez. A vitória será demorada, mas certa e concreta porque sem pressa, não há como tropeçarmos no caminho. E quando finalmente sairmos dele o que vamos encontrar? Bem, aí cada um de nós sabe a sua resposta.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Deserto

Hoje vi um filme sobre uma corrida no deserto. E talvez tenha sido o filme ou os pensamentos introspectivos, mas estou sentindo como se estivesse vivendo num deserto. Você tem esperanças que vai sair dele, tem planos na sua cabeça em o que fazer quando sair dele, até enxerga oásis dentro dele o que são pura miragem. A realidade é nua e crua, meus amigos. Você não vê nada porque não há nada. Nada além de areia. Até as suas próprias pegadas já foram apagadas pelo vento. Você mesma se pergunta como raios veio parar aqui e principalmente como sair desse deserto.
Hoje é assim que me sinto. Eu olho para um lado, olho para o outro e não vejo absolutamente nada. Tenho planos sim, mas por serem planos nem chegam a me animar. Oásis eu os vejo às vezes. Para ser honesta eu os crio. Mas conscientemente sei que não existem. E a realidade é ainda mais dura. REALIDADE. Se alguém me perguntasse o que existe de mais cruel nesse mundo eu diria essa palavra. Hoje em dia não há nada pior que ela. Parem e leiam os jornais. Assistam as notícias na TV ou mesmo vários blogs de informações. A realidade está ai para quem quiser enxergar. Tem gente que se pergunta: Por que tem pessoas que perdem seu tempo criando segundas vidas no mundo virtual? Por que hoje as pessoas conversam mais por meios de comunicação do que ao vivo, cara a cara, olhos nos olhos?
Eu mesma era uma dessas pessoas que se indagava e porque não dizer julgava. Hoje eu sei essa resposta meus amigos: MEDO. Segunda palavra mais ouvida no século XXI. E medo de quê? Da REALIDADE.
Criando uma segunda vida você pode ser quem você quiser. Mas a minha pergunta é a seguinte:
Se numa segunda vida eu posso ser quem eu quiser, porque eu não posso ser quem eu quiser na primeira? Porque nós, ao invés de apostarmos numa segunda vida, não arrumamos à primeira? Afinal ela é nossa. De mais ninguém. Por que não fazer o que quer na primeira e deixar a segunda vida pra lá?
Vamos nos machucar? Mas nós já estamos machucados com essa realidade. Afinal o que temos a perder se só temos um deserto na nossa frente?
Precisamos sair desse deserto. Muita gente vive nele, mas prefere fingir que não. Criaram oásis tão consistentes, ilusões tão reais, que não querem largá-las. Deles eu sinto pena.
Eu já fui uma dessas ano passado. Garanto que o tombo é muito maior quando se está em cima. E adivinha o que vemos pela frente quando levantamos do tombo? O deserto.
E como fazemos para sairmos desse grande deserto, que eu diria a maioria da população Terrena vive? Sinto informar meus amigos, mas só tem um jeito de sair: dando um passo de cada vez. Construindo cada pedaço, por mais insignificante que pareça, dos seus planos, dos seus sonhos. Eu não vou mentir. É difícil. Muito difícil resistir ao pensamento de fraqueza que os outros tentarão colocar em nossas cabeças e aos oásis ilusórios que aparecerão no caminho. Porém não tem jeito. Para sairmos precisamos andar um passo de cada vez. A vitória será demorada, mas certa e concreta porque sem pressa, não há como tropeçarmos no caminho. E quando finalmente sairmos dele o que vamos encontrar? Bem, aí cada um de nós sabe a sua resposta.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Como Será?

Sabe que estou começando a achar que esse negócio de escrever sobre si mesmo e as coisas que te acontecem ajuda mesmo! Estou me sentindo bem melhor escrevendo.
Outra coisa que estou percebendo: esse ano não começou do jeito que eu queria. Aliás, até agora não mostrou muito bem sua formosura. Esses dias de celebração, para mim, foram quase como dias normais. Até dor de dente tive em pleno de Natal.
Mas o que está sendo mais difícil nesse ano novo, é fazer o que se colocou em plano no papel passado. Exemplo: não tomar mais refrigerante. Adoro coca. Não sempre, mas se abro a geladeira e ela olha para mim, é que nem homem bonito, impossível de resistir.
Outra coisa que está sendo difícil: reclamar menos e falar menos palavras de baixo calão. Principalmente porque o ano começou uma m...
Mas tudo bem. Outra resolução do ano foi ser mais positiva. Juro estou tentando. Todo dia penso nas coisas boas que quero fazer e que sei que vou, porque nessas resoluções não dependo de ninguém além de mim e de Deus.
Porém a mais difícil das resoluções eu ainda caio em tentação. A última, e a mais difícil de ser colocada em prática por mim é viver sem ilusão. Sem nenhuma ilusão. Exemplos: Sem pensar que aquele cara lindo que passa do outro lado da rua vai falar com você; que aquela paixão antiga finalmente esse ano vai se dar conta de que te ama e vai te ligar; que você vai ganhar na mega sena e finalmente ser o que você financeiramente merece: rica; que o príncipe encantado com um cavalo branco vai bater na sua porta.
Não me entendam mal meninas, moças em geral que possam estar lendo isso. Não quero acabar com a esperança de vocês, nem com a minha. Não estou dizendo que isso tudo não pode acontecer. Até a parte do cavalo, vai saber. Já vi tanto desses cavalos entre São Vicente e Praia Grande. Os pobres bichinhos devem ter um dono.
O que eu quero que vocês entendam é que isso tudo pode acontecer, mas a gente não precisa passar a vida imaginando quando e como isso vai acontecer. O melhor é não saber mesmo. Para que jogarmos fora o nosso tempo pensando que o cara lindo do outro lado da rua vai falar com a gente se ele está usufruindo o tempo dele em outra coisa? (porque ele pode até estar pensando em falar com você, mas acreditem homem nenhum, por mais apaixonado que esteja irá gastar mais de 5 minutos pensando em você.) E outro fato muito importante quando seu sonho se tornar realidade: nunca vai ser do jeito exato que imaginou. Então para que ficarmos gastando tempo pensando o que ele vai falar, e em que lugar vai ser. Isso é alimentar uma ilusão. São assim que as ilusões nascem. E aí quando o pobre coitado juntar finalmente coragem para vir falar com você e ele não disser as palavras que você por dias imaginou que ele diria, você vai dizer que ele é o próprio cavalo e não o príncipe. Colocando toda a culpa no rapaz, quando na verdade a culpa é sua que criou tanta expectativa em cima do simples ser humano que é obvio que ele não correspondeu,e nem poderia, as suas expectativas.
Por experiência própria: não vale a pena. Às vezes deixamos o príncipe passar só porque ele não falou ou agiu como nós pensávamos que um príncipe faria. E às vezes pode ser tarde demais para ele voltar, para ele querer voltar.
Então fica o recado para vocês e para o meu querido coração que às vezes gosta de insistir no erro. Passeiem. Arrumem o quarto. Trabalhem Façam trabalhos voluntários. Arrumem as unhas e o cabelo. Ações muito mais importantes para quando o príncipe chegar do que ficar pensando em quando e como ele irá aparecer.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Quem eu sou?

Quem sou eu? Pergunta que num primeiro momento parece fácil de responder, mas que se analisarmos com cuidado, é mais complexa do que parece.
Honestamente acho que ainda não sei responder quem eu sou. Mesmo já tendo passado quase 27 anos. Então vou começar escrevendo sobre QUEM EU NÃO SOU. Porque essa pergunta, essa eu já sei responder.
Eu não sou uma pessoa extrovertida, mesmo falando mais que a boca. Também não sou tímida. Talvez um pouco, simplesmente na minha.
Não sou muito altruísta, e talvez seja um pouco egoísta . Tentando aprender a ser mais um e menos o outro.
Não sou uma pessoa fria. Muita pelo contrario. Adoro expressar meus sentimentos. Demorei a aprender. Hoje sei dizer eu te amo sem vergonha. E eu amo muitas pessoas. Fui afortunada de ter tantas pessoas a minha volta que se preocupam comigo e eu com eles.
Então isso já diz que não sou pessoa de colecionar inimigos. Muito pelo contrário, tenho amigos, que talvez não sejam muitos, mas são amigos de verdade. Daqueles que vão estar ao meu lado para o que der e vier.
Ainda assim, não sou uma pessoa desavergonhada. Nem perante eles. Muito pelo contrario. Há coisas que ninguém precisa saber. Nem você que esta lendo.
E posso não ter inimigos, mas também não sou perfeita. Já errei. Bastante com algumas pessoas. Falei o que não queria falar, me expressei mal, tirei pessoas da minha vida que hoje me fazem falta. E o que dizer a elas, a não ser, por favor, desculpem os meus erros. E há alguns de vocês que me fazem muita falta. Muita falta mesmo.
Por isso não sou uma pessoa que saiba explicar a palavra saudade. Uma palavra inventada para explicar um sentimento inexplicável.
Sinto saudades das noites, na casa da minha vó, com seu café e bolinhos de banana. Sinto saudade de brincar de queimada e pega a pega na rua sem ter uma conta para pagar. Sinto saudades das minhas peripécias como adolescente para ver uma banda ou aquele menino que eu jurava era o amor da minha vida. Sinto saudade do intervalo da faculdade onde eu e minhas queridas amigas colocávamos a conversa e a risada em dia. Sinto saudade de um abraço que levei na minha casa e que sem eu saber, mudaria a minha vida. Sinto saudade de como a vida, nesses pequenos momentos, parecia tão linda e simples.
Agradeço a todos vocês que passaram e que ainda encontram-se na minha vida.
E respondendo a pergunta do título: Saber quem eu não sou, não faz eu saber quem eu serei, mas todas essas lembranças, todas essas pessoas, toda essa saudade me ajudam a criar quem eu sou e quem eu realmente quero ser.
E se você quiser fazer parte da minha história, seja bem vindo!